Diagnóstico Integrado em MTC

O diagnóstico integrado deve oferecer a conduta terapêutica, a identidade original do problema, causado pelo desequilíbrio energético, normalmente criado pela conduta consciencial dissonante com as regras da natureza.

HISTÓRIA DAS IDÉIAS

Desde o início quando eu comecei estudar Acupuntura encontrei muitas dificuldades em proferir um diagnóstico consistente de acordo com os padrões de desequilíbrio energético apresentados pelo paciente. O eixo de conhecimento utilizado na época, priorizava em síntese a avaliação dos principais microssistemas expostos pela língua, pulso e face, e o diagnóstico deveria seguir a teoria dos 8 princípios de desequilíbrio e as síndromes.

O modo de avaliar e diagnosticar através desses conceitos deixava pontas soltas, muitos tentaram me explicar o sentido do processo de adoecimento através desse método, mas pra mim tudo continuava incoerente, pois os achados clínicos na maioria das vezes não se encaixavam com os modelos sindrômicos e se tornavam mais confusos ainda pela via dos 8 princípios de desequilíbrio. A frustração continha meu animo de aprender a MTC por um lado, mas por outro eu encontrava na dificuldade a motivação para estudar outras linhas de conhecimento paralela, para então poder organizar um eixo intelectivo que pudesse me servir de referência. Já que desistir nunca foi uma opção!

Concentrei meus estudos em fisiologia energética zang fu e passei a avaliar os pacientes do jeito tradicional. Dispensei a ficha de avaliação de 7 páginas frente e verso, para seguir mentalmente a minha intuição e a linha de raciocínio da fisiologia energética. Com uma caneta e papel em branco, busquei conhecer a fundo todos os meus pacientes; olhava fundo nos seus olhos, escutava as batidas de seu coração através do pulso e me atentava a qualquer mudança do tom de voz ou da postura na cadeira. Cada suspiro ou careta inconsciente era anotado mentalmente para servir de referência analógica posteriormente.

A natureza analógica da fisiologia energética zang fu fomentou, uma linha de raciocínio pessoal, coerente com meus valores pautados na compreensão da causa original dos problemas, que pra mim estavam localizados no íntimo pessoal e não no exterior (fatores climáticos). A ideia divulgada em massa de que as doenças eram causadas por agentes externos principalmente pelo vento foram debatidas e refutadas. Não era coerente se adoecer pelo golpe de vento sem estar com que essa “janela” estivesse aberta antes. Então, por isso fui buscar em especialidades como a Psicologia, Biotipologia e Neurociências o conhecimento necessário para formular outra linha de raciocínio que pudesse sustentar mais esse desafio.

A integração dessas especialidades com os conceitos da fisiologia energética zang fu, construiu a base da teoria psicoenergossomática apresentada por mim mais tarde, como opção para o entendimento do mecanismo de adoecimento a partir de uma causa emocional. Antes disso essa linha de raciocínio, formulada pela psicoenergossomática foi exaustivamente colocada em prática no meu cotidiano.
De repente comecei a avaliar sob o olhar da psicoenergossomática todos a minha volta passaram a ser observados sob o olhar desses paradigmas. Na rodoviária, dentro do ônibus, no consultório ou na faculdade todos eram analisados com critério e respeito. Observava a proporção do corpo, a consistência da pele, a cor da roupa e o sabor do sorvete. Trazia essas informações para serem confrontadas na plataforma mental criada pelos conceitos da fisiologia energética, biotipologia e psicologia.

A associação de ideias eram cada vez mais rápidas e possivelmente certeiras, já que meus pacientes ficavam melhores cada dia mais rápido e não paravam de aumentar. Com o tempo e experiência, as perguntas certeiras e o silêncio ensurdecedor passaram a fazer parte da minha intimidade. O processo avaliativo tornou-se automático, eu olhava para as pessoas e sem perceber eram diagnosticadas e quase tratadas. Percebi nesse instante o poder do meu conhecimento prático. E por isso resolvi me recolher para escrever e quem sabe um dia eu pudesse ensinar tudo que eu aprendi.

E esse dia “de ensinar” finalmente chegou. O conteúdo dessa obra é repleta de originalidades frutos de minhas experiências pessoais. A essencia dessas experiências são pautadas na gratidão de poder entender a MTC da forma mais tradicional possível. A congratulação emitida, encontra no passado seu alvo, representado por personalidades que foram capazes de enfrentar as dificuldades da época para criar essas mesmas idéias. No entanto, o que mais me deixa embasbacado é perceber como esses mestres conseguiram conceber todas essas informações analisando os mecanismo da natureza sem nenhuma tecnologia ou aparelho.

E foi assim, motivado por essas condições que escrevi esse livro Diagnóstico integrado em MTC.

SUMÁRIO

Seção 1. História das ideias

Capítulo 1. Os chineses
Capítulo 2. Cenário evolutivo

Seção 2. Morfobiogênese

Capítulo 3. Natureza original do corpo humano
Capítulo 4. História do corpo humano

Seção 3. Etiopatogênese energética
Introdução

Capítulo 5. Fisiologia energética
Capítulo 6. Estresse
Capítulo 7. Fisiopatogenia energética

Seção 4. Métodos de diagnóstico em MTC

Capítulo 6. Biotipologia
Capítulo 7. Língua
Capítulo 8. Face
Capítulo 9. Postura corporal

Seção 5. Essências energéticas

Capítulo 10. Essência zhi
Capítulo 11. Essência Hun
Capítulo 12. Essência Shén
Capítulo 13. Essência Yi
Capítulo 14. Essência Po

Seção 6. Diagnóstico integrado

Capítulo 15. Avaliação, diagnóstico e conduta terapêutica.
Capítulo 16. Casos clínicos.

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